Invista nesse artista e ganhe ingressos exclusivos para os espetáculos nos quais ele está envolvido!

sábado, 19 de maio de 2012

Auto Peças de Encaixar 2.1


Venham! Venham! Venham!
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"Auto Peças de Encaixar 2.1" é todo trabalhado na simplicidade... Ora divertido, ora emocionante, mas sempre em busca do que há de mais sofisticado na despretensão! Eis aqui, um trecho de "Aquilo que fica" (texto escrito por mim e que aparece em uma das cenas):

ATRIZ - Eu gostaria de terminar esse espetáculo assim, como alguém que de fato se cala. Eu preferia que a minha personagem implodisse ao invés de chorar, antes de morrer. Verdade seja dita, a única pessoa com direito a explodir aqui é o senhor, Senhor Diretor, e olha que fantástico! Não é incrível que eu, apenas hoje, chegasse à conclusão de que esse vestido é pesado para além do que eu possa suportar? Nada confortável também é essa peruca, presa por milhares de grampos, sendo que um deles quase fura o meu cérebro, enquanto que do meu rosto espera-se essa cândida não-expressão. (Vibrando) Nossa, eu fui à forra agora!
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Para outras informações, siga os links: Rio Show  Globo Teatro  O Fluminense

domingo, 13 de maio de 2012

"Trailer" de Orlando!

com PATRÍCIA NIEDERMEIR
direção, tradução, adaptação e edição ALEXANDRE RUDÁH
direção de produção PAULA IBARRA
contato (21) 8503-1768 / paulaibarra@grandearte.com.br

segunda-feira, 7 de maio de 2012

De onde vem a calma


de onde vem a calma surgiu em 2005, nessa época ainda não se falava tanto sobre bullying como agora, mas o que me levou a criar essa performance foi uma passagem do livro O Apanhador no Campo de Centeio, onde um dos personagens, como reação às provocações de alguns dos seus "colegas", se joga pela janela do seu quarto e acaba morrendo...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Orlando em DVD!!!


Vem aí: Orlando ou um impulso de acompanhar os pássaros até o fim do mundo! Agora também em DVD!!! Uma ótima oportunidade de reviver as emoções desse personagem que atravessou os séculos motivado pelo forte desejo de escrever um poema...

sábado, 31 de março de 2012

Bom como você é


Querido Tabucchi, 
Obrigado pelo "Está ficando tarde demais" e por todos aqueles outros livros que você deixou, que devem ser maravilhosos também, e que eu ainda vou ler um dia, prometo!*

Algo sobre o texto lido:
"Aprecio de qualquer modo, que você me diga com grande altruísmo, que a um homem deve causar uma certa impressão voltar para a casa depois de uma ausência, mesmo que tenha sido um pouco longa, e não encontrar mais a sua mulher, mas no lugar dela, uma carta em cima da cômoda."

*Homenagem ao escritor italiano Antonio Tabucchi, que morreu no dia 25 de março de 2012.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Poe em 2012!

Finalizei hoje a tradução de um conto do ABSOLUTAMENTE GENIAL Edgar A. Poe. Paralelamente aos estudos necessários para essa tradução, comecei a levantar também no dia 03 de novembro, uma pesquisa sobre dados biográficos do autor que se relacionam com o conto em questão. Esse material será utilizado como base dramatúrgica para a construção do espetáculo que dirigirei a convite dos irmãos Postigo. O espetáculo não tem nome ainda, mas, assim como em Orlando ou Um impulso de acompanhar os pássaros até o fim do mundo!concentrarei a encenação no trabalho físico dos intérpretes, bem como na relação destes com as projeções que aqui, a princípio, serão utilizadas durante toda a narrativa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Autoria, plágio, criação!

video

Vídeo sobre a última etapa do projeto Etos Carioca, com imagens da oficina de dramaturgia ministrada por Mikel Rouse, da apresentação do material levantado e da Mesa 3: Devoração e plágio no ato de criação, com Mikel Rouse, Eduardo Coutinho, Ieda Tucherman e mediação de Luiz Fernando Ramos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Barriers Language

Apresentação do material levantado durante a oficina de dramaturgia ministrada por Mikel Rouse*, que aconteceu entre os dias 24 e 28 de outubro de 2011, na sede da Cia dos Atores. As duas atividades fazem parte do projeto Etos Carioca, um evento de Dramaturgia Contemporânea idealizado pela atriz Bel Garcia e realizado pela Cia. dos Atores.
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Na fotografia de Cesar Augusto estão: Tracy Segal, Geórgia Goldfarb, Fernando Alves Pinto e Alexandre Rudáh (em fade out). 

* Mikel Rouse é compositor, diretor e performer nova iorquino. Sua obra inclui 25 gravações, sete filmes e uma trilogia de óperas de mídia: Failing KansasDennis Cleveland and The End Of Cinematics. Desenvolveu uma poética nomeada como "contrapoesia", que envolve o uso de múltiplas vozes fora do tom e em contraponto. Para Internacional Cloud Atlas, novo espetáculo da Merce Cunningham Dance Company, que estreou em outubro de 2006, na cidade de Nova Iorque, Rouse idealizou que o público deveria ouvir a trilha sonora através de vários iPods em shuffle. Desse modo, cada espectador teria uma apreciação distinta da composição, que foi lançada no iTunes e disponibilizada para download momentos antes da apresentação.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Entre a tradição e a subversão, diretores levam clássicos aos palcos

Versão integral da entrevista concedida ao Valor Econômico, caderno Cultura & Estilo.
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Daniel Schenker - Como foi o processo de adaptação de Orlando? Você foi norteado, em alguma medida, por suas experiências anteriores com textos de Koltès ou Sartre?

Alexandre Rudáh - Adaptar Orlando, uma biografia, romance escrito pela autora inglesa Virginia Woolf, foi uma experiência absolutamente inédita na minha trajetória artística. Os textos do Koltès (Na Solidão dos Campos de Algodão) e do Sartre (Entre Quatro Paredes) são textos dramatúrgicos, ou seja, eles foram escritos especificamente para serem transpostos ao palco, o que não acontece em Orlando, uma biografia, narrativa escrita na terceira pessoa, com cerca de 230 páginas. Meu trabalho com o Koltès foi mais dramatúrgico, pois ao ler o texto original, escrito em francês, decidi traduzi-lo por conta própria e adequar cada palavra, através de sinônimos, à embocadura dos atores com os quais eu trabalhava naquele momento. Tentei ser absolutamente fiel ao Koltès. A encenação apresentava o texto na íntegra e sem reajustes de ordem estrutural. Com o texto do Sartre, foi completamente diferente. Há no Entre Quatro Paredes algumas questões que se tornaram "datadas" para nós que vivemos no século XXI. Li o original inúmeras vezes, li ensaios, artigos e reportagens sobre ele e também um trecho do livro O Ser e o Nada, onde Sartre fala sobre A segunda atitude para com o outro: a Indiferença, o Desejo, o Ódio, o Sadismo. A adaptação levada à cena era constituída de recortes do texto original, reordenados e resignificados a partir desse texto puramente filosófico do Sartre e algumas declarações pessoais dos atores, nas quais eles relatavam alguma experiência de crueldade para com o outro. A adaptação de Orlando, uma biografia  se aproxima dessas experiências anteriores no que diz respeito a uma premissa: fazer com que cada palavra do texto caiba com exatidão na boca de um intérprete, nesse caso a atriz Patrícia Niedermeier.

Daniel Schenker - Quais os desafios que enfrentou na transposição de material literário para o palco?

Alexandre Rudáh - Do ponto de vista prático, tinha em mente que era preciso fazer um espetáculo técnicamente viável à resistência física da Patrícia e, sobretudo, um espetáculo que despertasse o interesse dos espectadores até o último segundo. Comecei a adaptar esse romance em agosto de 2010 e até o dia da estreia, agora em outubro de 2011, trabalhei no material final da adaptação. Se eu tivesse previsto quão complexa seria essa missão, não teria passado nem perto do livro. Embarcar no universo de Virginia Woolf foi a experiência artística mais incrível que já vivi. No entanto, é impossível adentrar em tal universo sem perceber e sentir, na escrita de Virginia, a angústia que a dilacerava. Adaptar esse romance foi como percorrer um caminho que oscila, repetidas vezes, entre o êxtase e o desespero. Além disso, Patrícia e eu idealizamos o projeto, desde o início, como um monólogo. Ou seja, a adaptação exigia que eu desse conta da biografia de um homem que vive quase 400 anos, se torna mulher no meio da narrativa e vive, com inúmeros personagens, as mais incríveis aventuras que uma mente pode conceber. Em primeiro lugar falei para mim mesmo: por mais que você queira ser fiel à autora, é impossível levar um livro, na íntegra, à cena, sobretudo quando você escolheu ter como porta voz dessa narrativa uma única atriz. O que fazer então? Quando tive acesso à obra pela primeira vez em 2003, o que me encorajou a lê-la foi uma nota de orelha na qual se podia ler que Orlando atravessava todos esses séculos tomado pelo desejo de escrever um poema. Esse desejo foi o tema que norteou todo o meu trabalho e é ele quem estrutura toda a linha de ação dramática do texto. Através do próprio título, Virginia deixa claro que seu romance é uma biografia, nesse caso, e tendo como ideia norteadora a escrita do poema, procurei trazer para a adaptação, os personagens e acontecimentos mais importantes da trajetória de Orlando, uma vez que o personagem faz da sua existência e percepção da vida, matéria prima para a escrita do seu poema. Feitas essas escolhas, parti em busca dentro do próprio romance, de palavras que colocassem o personagem em movimento na cena, os chamados verbos de ação. O que não podia ser representado como movimento ou dito através de palavras, transformei em proposta para os vídeos que filmamos especialmente para o espetáculo (eles revelam muito do amor que Orlando tem pela natureza). A adaptação final tem dez cenas e dura cerca de 90 minutos. A obra por si só, é surpreendentemente contemporânea, mas a adaptação por sua vez, e do ponto de vista formal, flerta com a velocidade, a intensidade e o vazio com os quais os assuntos são abordados em redes sociais como o Twitter e o Facebook.

Daniel Schenker - Você assistiu à montagens anteriores de Orlando, como a dirigida por Bia Lessa? Foi, em alguma medida, influenciado pela versão cinematográfica?

Alexandre Rudáh - Não, não assisti a nenhuma montagem de Orlando, uma biografia, nem li outras adaptações teatrais para ele. Vi o filme da Sally Potter alguns anos depois de ter lido o romance pela primeira vez. Do ponto de vista técnico, ele foi muito realizado; amo o desempenho da Tilda Swinton, mas, sendo bastante sincero, não gosto nenhum pouco do roteiro. Além disso, sou completamente apaixonado pelo romance e, por mais simples que fosse minha interpretação dele, era essa leitura que eu desejava transformar em cena. Agora, Patricia e eu temos nossas influências sim: os performers Bas Jan Ader, Ana Mendieta, Jan Fabri, a coreógrafa Pina Bausch e Artaud, entre tantos outros artistas/pensamentos que assimilamos, consciente ou incoscientemente, ao longo das nossas formações artísticas individuais.

Daniel Schenker - Depois do término da temporada, vocês já têm pauta em outro teatro?

Alexandre Rudáh - Não. O que é o uma pena... Pois agora que fizemos três semanas de apresentações, todos os elementos que compõem o espetáculo estão super integrados e o famoso "boca a boca" por conta de quem já assistiu o trabalho começa acontecer de maneira bastante favorável a ele. Mas vamos, batalhar por oportunidades para apresenta-lo em 2012. Os festivais, por exemplo, são sempre uma meta. Orlando vive, e queremos compartilha-lo com o maior número de espectadores possível.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Orlando, Zona Sul - O GLOBO

- para ampliar, clique sobre as imagens -

Orlando no Estação Cultura, da Rádio MEC AM 800kHz

 Alessandra Eckstein entrevista o diretor teatral Alexandre Rudáh, a respeito da adaptação e direção do espetáculo "Orlando ou um impulso de acompanhar os pássaros até o fim do mundo!", monólogo interpretado pela atriz Patricia Niedermeier, em cartaz na Sala Rogério Cardoso, da Casa de Cultura Laura Alvim. De quinta a sábado, às 21h e domingo às 20h. Até 30 de outubro de 2011.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Obra-prima em excelente versão"

Por Lionel Fischer
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"No dia 28 de março de 1941, após ter um colapso nervoso, Virgínia Woolf vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril. Em seu último bilhete para o marido, Leonardo Woolf, escreveu:

"Querido,

Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda a minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ser tão felizes quanto nós fomos.V."

Escritora, ensaísta, poeta e editora, a britânica Virgínia Wollf (1882-1941) deixou uma obra vasta e diversificada, dentre elas "Orlando - uma biografia", na qual aborda a longa trajetória (três séculos) de um poeta à procura da forma perfeita para seu poema ('O carvalho'), ao mesmo tempo em que investiga a produção literária de seus contemporâneos e tenta conviver com sua dupla sexualidade. 

Aqui rebatizada de "Orlando ou Um impulso de acompanhar os pássaros até o fim do mundo", esta obra magistral chega à cena (Porão da Laura Alvim) com direção e adaptação de Alexandre Rudáh, dramaturgia de Rudáh e Patrícia Niedermeier e colaboração dramatúrgica de Maíra Kesten. Interpretando o monólogo, Patrícia Niedermeier - também escutamos a voz em off de Julia Bernat e vemos em vídeos as bailarinas Fabiana Nunes, Lavínia Bizzotto e Soraya Bastos, com Joaquim Tomé fazendo uma participação especial.

Por tratar-se, como dito acima, de obra magistral, a mesma já mereceu incontáveis ensaios de renomados críticos e pensadores, certamente muito mais qualificados do que eu. Ainda assim, ouso supor que, dentre outras coisas, a autora talvez tenha pretendido empreender uma espécie de exploração dos limites da consciência humana, assim como uma reflexão sobre o efeito do tempo no Homem - trata-se apenas de uma hipótese e, como tal, sujeita a todos os enganos.

Seja como for, o espectador terá acesso a uma trama surpreendente, originalíssima, repleta de humor e humanidade. E cuja transposição cênica exibe consistência e criatividade, já que as soluções encontradas pelo jovem diretor Alexandre Rudáh não são impactantes apenas por sua originalidade, mas sobretudo porque estão em sintonia com os principais conteúdos em jogo. Sem dúvida, uma montagem que merece ser prestigiada de forma incondicional pelo público.

Na pele de Orlando, Patrícia Niedermeier evidencia mais uma vez seus vastíssimos recursos expressivos, tanto no tocante ao corpo quanto ao texto articulado. E também mais alguns predicados que merecem ser destacados, tais como sua visceral capacidade de entrega, a inteligência de suas escolhas e - fato nem sempre presente em nossos palcos - a certeza que nos transmite de saber exatamente as razões que a levam, por exemplo, a executar um gesto, prolongar uma pausa ou modular a voz de forma imprevista. Em resumo: o público tem aqui a oportunidade de apreciar um dos desempenhos mais marcantes da atual temporada.

Na equipe técnica, destaco com o mesmo entusiasmo os irrepreensíveis trabalhos de todos os profissionais envolvidos nesta imperdível empreitada teatral - Flávio Graff (cenografia), Renato Machado (iluminação), Pedro Tie (trilha sonora), Bruno Cezario (figurinos) e Alexandre Rudáh (concepção e direção dos belíssimos vídeos)."

domingo, 25 de setembro de 2011

Orlando ou um impulso de acompanhar os pássaros até o fim do mundo!



Estreia no dia 06 de outubro de 2011, às 21h, na Sala Rogério Cardoso, Casa de Cultura Laura Alvim. A temporada é de quinta à sábado, às 21h e domingo às 20h. Até 30 de outubro. Venham!!!

domingo, 21 de agosto de 2011

Um ano com Virginia...

Há exatamente um ano atrás começávamos a adaptar e a pensar este Orlando que vocês logo, logo poderão assistir na Casa de Cultura Laura Alvim. Enquanto não estreamos o espetáculo, abrimos as portas do nosso processo e lhes convidamos para acompanhar nosso Diário de Bordo!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Orlando vem aí!!!


Reunião de equipe da montagem de Orlando, de Virgínia Woolf, por mim adaptada e dirigida, com interpretação de Patricia Niedermeier, cenografia de Flavio Graff, figurinos de Bruno Cezario, música de Pedro Tie, colaboração dramaturgica de Maíra Kesten, produção de Paula Ibarra e assessoria de imprensa da Interface Jornalismo. Foto de Paula Kossatz, para ampliar, clique sobre ela.)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Orlando na Laura!

Para ampliar, clique sobre as imagens. E p.s.: Na verdade são 70 anos da morte da incrível escritora que foi uma artista visionária na sua época e transpôs as barreiras do tempo, sendo atual até mesmo nos dias atuais!!! ...

domingo, 29 de maio de 2011

Peças de encaixar, Segundo Caderno - O Globo

- para ampliar, clique sobre a imagem -

Peças de Encaixar: Primeiros Desdobramentos



Aconteceu no final da tarde de ontem, 28/05, na sede da Cia. dos Atores, a apresentação de algumas cenas do espetáculo Peças de Encaixar e um colóquio sobre o processo/resultados do trabalho. Participaram: o elenco, os dramaturgos, a Cia dos Atores e os Fofos. (Para ampliar, clique sobre a imagem.)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aquilo que fica


- para ampliar, clique sobre a imagens -

Passando o texto, coluna do caderno Artes Cênicas do Globo, cita uma fala de Aquilo que fica, texto por mim escrito. Ele é parte da dramaturgia do espetáculo Peças de Encaixar, dirigido por César Augusto, dentro do Projeto Autopeças 2, da Cia dos Atores.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Vem aí... PEÇAS DE ENCAIXAR


11 de maio, às 21h, no Teatro de Arena do Espaço Sesc.
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(Para ampliar, clique sobre a imagem.)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

‘Salve felicidade, divina felicidade!’


O projeto Orlando!, idealizado por mim e pela atriz Patricia Niedemeier, juntamente com a Grande Arte Projetos Culturais, foi um dos contemplados pelo Fate 2010!!! Além do reconhecimento profissional e artístico, essa conquista significa também ter estrutura financeira para fazermos TEATRO EXPERIMENTAL com dignidade... Muitíssimo obrigado à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, à Secretaria Municipal de Cultura e à comissão julgadora dos projetos por ter apostado na nossa ideia. Os ensaios começam em janeiro e a estreia está prevista para agosto de 2011. Como diria Virginia: ‘Salve felicidade, divina felicidade!’ (Para ampliar, clique sobre a imagem.)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Uma nova experiência


De volta à TVGlobo e ao núcleo do diretor Ricardo Waddington, comecei a gravar nessa segunda-feira, a segunda temporada de "Amor & Sexo". O programa vem repleto de novidades... Dentre elas, o "Gayme" primeiro game gay da TV brasileira! Estreia em fevereiro de 2011. (Para ampliar, clique sobre a imagem.)

sábado, 7 de agosto de 2010

Iluminuras, exibições!

Mostras:
Brazilian Endowment for the Arts – Goulart’s Films (Nova York, maio de 2008);
Brazilian-American Cultural Institute (BACI) – Goulart’s Films (Washington, DC, janeiro de 2008);
Cena Rio – Parcerias (Rio de Janeiro, dezembro de 2004).

Festivais:
Brazilian Cutting Edge Festival (Londres, abril de 2006);
Brazilian View Film Fest (Londres, outubro de 2005);
MOVE Festival de Videodança (Rio de Janeiro, outubro de 2004);
9º Festival Brasileiro de Cinema Universitário – Mostra Competitiva (Rio de Janeiro, junho de 2004).
TV:
UTV – Gama Filmes (Rio de Janeiro, junho de 2004).

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A Felis Day's Night

Comecei a filmar na última sexta-feira, minha participação no média-metragem A Felis Day’s Night, escrito e dirigido por Helil Neves. Estava sentindo falta de atuar. Não fazia isso desde a temporada venezuelana do espetáculo Depoimentos às terras do Brasil, em novembro de 2008. Depois que li e conversei com o Helil sobre o roteiro e meu personagem, fiquei completamente apaixonado pelo projeto. O elenco do filme conta ainda com a participação dos atores Paulo Flores, José Mojica (Zé do Caixão) e Mariana de Moraes. As filmagens seguem durante todo o mês de agosto. (Para ampliar, clique sobre a imagem.)

terça-feira, 20 de julho de 2010

O LIVRO


Monólogo interpretado pelo ator Eduardo Moscovis, tem estreia prevista para agosto de 2010 na Sala Multiuso do Espaço Sesc - Copacabana. Esperamos vocês!
Texto: Newton Moreno / Direção: Christiane Jatahy / Iluminação: Paulo César Medeiros / Trilha: Rodrigo Marçal / Produção: Paula Kossatz / Assistência de Produção: Alexandre Rudáh. (Para ampliar, clique sobre a imagem.)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A cozinha maravilhosa de Araguaia


Queridos, com vocês, as super atrizes de Araguaia, próxima novela das 18h. Passamos uma tarde inteira na cozinha do Mais Você, onde elas aprenderam (e eu também!), através da carismática D. Telma, várias receitas e truques da culinária goiana. Regina Duarte fez questão de participar da atividade, já atenta à composição de sua personagem. (Para ampliar, clique sobre a imagem.)

sábado, 1 de maio de 2010

Preparação de Elenco!


Úrsula Marini e eu, assistentes de direção da próxima novela das 18h, e a coach Paloma Riani, estamos organizando as atividades de preparação do elenco da mais nova trama de Walter Negrão. Dentre elas destacam-se as aulas de rapel, jetsky, circo e culinária. (Para ampliar, clique sobre a imagem.)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

O projeto Bem Me Quer Paquetá apresenta:



Musical de Conceição Campos e João Guilherme Ripper
Regência: Bruno Jardim
Direção cênica: Alexandre Rudáh
Sala Baden Powell
11 e 12 de Julho, às 16h
R$10 e R$5 (sábado) / R$1 (domingo).
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(Para ampliar, clique sobre a imagem.)

terça-feira, 30 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A respeito de Na Solidão dos Campos de Algodão:


EQUIPE DE TEORIA* - FALE DO SEU PRIMEIRO EMBATE COM "NA SOLIDÃO DOS CAMPOS DE ALGODÃO". O QUE TE SEDUZIU NA DRAMATURGIA DO KOLTÈS? O QUE DESPERTOU O DESEJO DE MONTAR ESSE TEXTO?
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Alexandre Rudáh - Numa aula de direção, Moacir Chaves havia me falado sobre esse texto. Logo depois, o pesquisador francês Guillaume Pinçon o colocou em minhas mãos. Ler Na Solidão dos Campos de Algodão foi como me deparar com uma verdade insuportável, como dizia Nelson Rodrigues: há muito do Dealer e do Cliente em nós mesmos. Também nós temos, enquanto sociedade capitalista, negociado, por vezes de maneira até predatória, a satisfação dos nossos desejos. A possibilidade de levar essa discussão à cena foi o que me seduziu num primeiro momento. O embate se deu depois, quando me deparei como encenador com a estrutura dramatúrgica do texto: como falam esses dois personagens! Por outro lado, senti que eu também precisava encarar as palavras e vi que a escrita do Koltès seria o melhor lugar para estar nesse momento.
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EQUIPE DE TEORIA - DEALER E CLIENTE DEBATEM DE FORMA ESTRANHAMENTE PARECIDA, AINDA QUE SEJA EM GRANDE PARTE PARA ENUMERAR SUAS DIFERENÇAS. DE QUE MODO AS DIFERENÇAS E AS SEMELHANÇAS ENTRE OS DOIS FORAM TRABALHADAS NESTA MONTAGEM?
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Alexandre Rudáh - No meio da pesquisa para desenvolver o projeto de encenação de Na Solidão dos Campos de Algodão, estive na Venezuela com o espetáculo Depoimentos às Terras do Brasil e não consigo esquecer a sensação de estranheza que senti ao me deparar com as questões daquele país e com o fato de que, a despeito da “humanidade que nos caracteriza ambos”, lá eu era o “estrangeiro” e eles os “nativos”, ou melhor: eu, o hóspede, e eles, os donos da casa. Haveria nisso alguma relação de poder? Essa vivência foi determinante para pensar o Dealer e o Cliente. Trabalhamos essas questões também no cenário, no figurino e na iluminação.
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EQUIPE DE TEORIA - O QUE A MONTAGEM DESTA PEÇA SIGNIFICA NA TRAJETÓRIA DA SUA FORMAÇÃO? COMO ESSA PRÁTICA CONVERSA COM O QUE VOCÊ ESTUDOU E EXPERIMENTOU NO CURSO DE DIREÇÃO?
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Alexandre Rudáh - Significa um reencontro com a voz, com as palavras. Antes de Na Solidão dos Campos de Algodão minha principal busca era pela expressão através de movimentos físicos, ainda que eu concordasse com todos aqueles que dizem que a voz é também corpo. Aos poucos percebi que a voz em meus trabalhos não tinha a menor elaboração para integrar-se aos outros movimentos da pesquisa física. Além disso, havia também o desejo de se trabalhar com a distância real entre os atores na encenação. Meus trabalhos anteriores haviam sido encenados em espaços muito exíguos e intimistas, comecei a sentir necessidade de experimentar outras espacialidades como aluno e decidi encarar o desafio de reverter esse quadro. As palavras de Koltès e a orientação do professor Ricardo Kosovski foram as melhores “armas” nesse sentido.
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EQUIPE DE TEORIA - NO EXERCÍCIO LABORATORIAL, NO QUAL VOCÊ APONTOU UM PRIMEIRO PERCURSO A SER SEGUIDO PARA A REALIZAÇÃO DESTE ESPETÁCULO, APARECERAM DUAS QUESTÕES MUITO FORTES. PARA A PRIMEIRA, SOBRE A POSSIBILIDADE DE SE ENCENAR ESTA DRAMATURGIA, A RESPOSTA VEIO DE IMEDIATO: "SIM, OUTROS ENCENADORES JÁ O FIZERAM". E A SEGUNDA, AINDA SEM RESPOSTA, SERIA: COMO ENCENAR? COMO FOI A EXPERIÊNCIA DE TRANSPOR ESSE TEXTO PARA A CENA? COMO ESSA TAREFA FOI GANHANDO CORPO AO LONGO DO PROCESSO?
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Alexandre Rudáh - Foi e está sendo uma tarefa extremamente árdua. Mas esse “como encenar” foi aos poucos perdendo espaço para outra questão: “como adiar”. Quando comecei a trabalhar com os atores Carla Martins e Maelcio Moraes numa sala de ensaio, percebi que a encenação era o que se dava no discurso de cada personagem. Não podemos esquecer que o texto começa com a condicional “se” e desenvolve-se a partir de hipóteses e refutações. Percebi que era isso que o espectador precisava ver. Seja a negociação do prazer ou a do combate, eles adiam tudo. Chegar a essa compreensão foi fundamental para dar corpo às palavras do Koltès. É importante ressaltar também a contribuição de cada componente da equipe. Todos trouxeram contribuições magníficas para o trabalho. Teve um momento do processo que eu o percebi fora de mim, com vida própria.
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EQUIPE DE TEORIA - O ESPAÇO FÍSICO QUE A DRAMATURGIA PROPÕE – LUGAR OBSCURO, SEM LEIS, DE TRANSAÇÕES ILÍCITAS – PROVOCA, CLARAMENTE, NOS PERSONAGENS UM ESTADO DE ALERTA, TENSÃO. DE QUE FORMA ESSE LUGAR DE INSTABILIDADE TEVE SEUS DESDOBRAMENTOS NA CRIAÇÃO DA CENA?
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Alexandre Rudáh - Foi preciso, antes de tudo, encontrar esse lugar. Sabíamos que o cenário, o figurino, a iluminação e a música poderiam configurá-lo assim como foi proposto pela dramaturgia. Mas havia algo mais que isso. Nesse sentido percebemos a certa altura que a maneira como o Dealer e o Cliente se colocavam um diante do outro também falava muito sobre esse espaço físico. E isso mudou tudo. Há algo no comportamento deles que revela a obscuridade desse lugar e que foi determinante para a criação da cena.
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EQUIPE DE TEORIA - COMO VOCÊ TRABALHOU A QUESTÃO VOCAL JUNTO AOS ATORES? VOCÊ TRILHOU UM CAMINHO DESDE UM JOGO COM A DESARTICULAÇÃO DA FALA, NO PRIMEIRO SEMESTRE LABORATORIAL, ATÉ UMA ENCENAÇÃO NA QUAL O EMBATE VERBAL DEVE SER BEM OUVIDO. QUAIS FORAM SUAS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES?
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Alexandre Rudáh - Não sei se bem ouvido. Mas, talvez, bem imaginado. O Dealer e o Cliente falam por metáforas. Propus aos atores que contivéssemos os movimentos, por três razões: a primeira, óbvia, para que eles não comprometessem a compreensão do texto; a segunda, para ressaltar a atmosfera de tensão do encontro entre os dois personagens; e a terceira, para fazer com que movimentos devidamente escolhidos revelassem o porquê de tudo aquilo que foi contido.
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* A Equipe de Teoria é formada pelos alunos: Alcemar Vieira, Daniela Amorim, Daniele Avila, Marcio Freitas e Mariana Barcelos. Essa entrevista foi publicada no corpo do programa do espetáculo Na Solidão dos Campos de Algodão e no site Fórum Virtual de Literatura e Teatro.

domingo, 21 de junho de 2009

No Campus de Algodão, por Fernanda Oliveira


Na Solidão dos Campos de Algodão de Bernard-Marie Koltès, que está em cartaz no Teatro Glauce Rocha, no Campus da Escola de Teatro da UNIRIO, é mais uma bela montagem de talentosos alunos que se formam todos os anos nesta escola. Optar por um texto “Clássico Contemporâneo”, de um dramaturgo francês, que propõe um fascinante diálogo filosófico e utiliza-se de metáforas para aproximar o universo obscuro em que se encontram os personagens da platéia, é, digamos, uma atitude arrojada e ousada para um jovem Diretor/Ator como Alexandre Rudáh. Orientado por Ricardo Kosovski e José da Costa, Rudáh propõe um mergulho do público nesta audição de um embate entre dois personagens, o dealer e o cliente, que alternam seus discursos, revelando suas idiossincrasias e suas fraquezas, fazendo com que a platéia ora se envolva com a sugestão do dealer, ora com a do comprador. Ambos estão impossibilitados de realizar suas sugestões porque não se apresenta o desejo concreto neste jogo dialético. O que ambos personagens afirmam é que não se pode confiar em ninguém . E é o que de mais forte e contundente Koltés nos oferece. Com isso, nos tornamos como dealer e o comprador, cada vez mais solitários e escorregadios, mais sonâmbulos e defensivos, mais ásperos e infelizes. Um texto amargo e poético, como esta montagem, neste quase inverno carioca. O cenário funcional de Dolores Marques e Bárbara Barbosa é composto por uma passarela sinuosa e suspensa que lembra uma onda contínua ocupando toda extensão do teatro. Em uma extremidade, a passarela se bifurca e sobe pela parede propondo caminhos que parecem não ter fim. Na outra extremidade há uma escada que parece ser o acesso para estes caminhos, que serão trilhados por todos inevitavelmente. A platéia está arranjada ao longo desta trilha acompanhando bem de pertinho o caminho de cada ator. A luz de Luiza Paes é o mecanismo fundamental nesta ambientação, provocando no espectador o desconforto do soturno, onde os atores, atuam entre sombras e clarões, que nos dá a sensação do ilícito e da atmosfera de transgressão dos personagens.
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O figurino de Regilan Deusamar tem a eficiência de nos revelar de cada personagem um pouco daquilo que não é dito pelo texto. Como na grande capa que dealer carrega como um fardo ou uma cauda, nos fazendo lembrar os movimentos de um réptil.
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Carla Martins, como o dealer e Maelcio Moraes, como o comprador, estão em perfeita sintonia com o caráter conflitante do texto, onde, cada um, tenta convencer o outro. Carla, com seu sotaque nordestino, encarna com muita presteza a força e a empáfia do vendedor, enquanto Maelcio, surge como um selvagem, um quase primitivo, nos presenteando com uma tranquilidade e segurança compondo um personagem que cresce ao longo da peça.
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Uma montagem que vale a pena, que precisa ser vista e ouvida mais de uma vez para que tenhamos tempo de degustar tantas proposições subjetivas e nos permitirmos a reflexão que este texto/tratado filosófico nos apresenta.
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Crítica publicada no blog Ensaio & Crítica de Jornal.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Faltam 3 dias!

“Eu sou o estrangeiro que não conhece a língua, nem os costumes, nem o que é mau ou conveniente, o certo ou o errado, e que age como deslumbrado, perdido, é como se eu tivesse te pedido alguma coisa, como se eu tivesse te pedido a pior coisa possível e fosse culpado por ter pedido.” Bernard-Marie Koltès

Uma das falas que mais tocam Alexandre Rudáh, diretor do Projeto